Taxa Selic

Escrito por : <b>Hirbis Girolli</b>

Escrito por : Hirbis Girolli

A Taxa Selic é parte da vida financeira do brasileiro.

Presença frequente nos noticiários, ela está relacionada com temas que tem tudo a ver com o nosso bolso, como juros, inflação e investimentos.

Mas você sabe, de fato, o que a Selic significa e como funciona?

Neste guia, vamos responder suas principais dúvidas e esclarecer detalhes sobre a taxa de maneira prática.

Acompanhe!

E não deixe de ver: no final do texto, sempre que possível, fazemos um esforço para trazer analogias e metáforas que ajudam a resumir e a fixar melhor cada um dos termos do dicionário Finantor.

O que é Taxa Selic?

Taxa Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira.

Isso quer dizer que todas as demais alíquotas de juros do Brasil são calculadas a partir do seu valor, sendo sempre maiores do que ela.

Selic é a sigla de Sistema Especial de Liquidação e Custódia, responsável por registrar e realizar a custódia de títulos públicos do Tesouro Nacional.

Seu valor é encontrado através da média das taxas de empréstimos interbancários que acontecem diariamente, devendo se aproximar de uma meta pré-estabelecida.

Além dos juros, que corrigem operações financeiras diversas, a Selic influencia em muitas outras questões do dia a dia.

Um bom exemplo está na rentabilidade de investimentos, o que pode acontecer de forma direta (na correção da caderneta de poupança ou do Tesouro Selic) ou indireta (servindo de referência para a taxa CDI em diversas aplicações).

Como funciona a Taxa Selic

A fim de manter a saúde do Sistema Financeiro Nacional, os bancos devem ter determinada quantia de dinheiro em caixa todos os dias.

Contudo, com o gigantesco número de operações diárias, nem sempre as instituições financeiras têm o valor mínimo exigido.

Quando isso acontece, as instituições financeiras realizam empréstimos entre si, com o vencimento de um dia.

As operações são lastreadas por títulos públicos. Ou seja, o crédito concedido tem como garantia de recebimento títulos do Tesouro Nacional.

Como você deve imaginar, esse empréstimo não acontece sem custos e há cobrança de juros.

Então, a média dos juros praticados entre os bancos nessas operações diárias é a famosa taxa Selic.

Ela é tida como a taxa básica porque todos os demais juros da economia são maiores do que ela.

Afinal, as instituições bancárias vão calcular os seus custos e serviços considerando a Selic para a formação de preço dos seus produtos financeiros.

Dúvidas importantes sobre Taxa Selic

A seguir, selecionamos as principais perguntas e respostas sobre a Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira.

O que é Taxa Selic Meta?

Sabe quando você assiste ao noticiário e vê a informação de que a Selic ficou definida a X% ao ano? Essa é a taxa Selic Meta.

A cada 45 dias, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne e projeta uma alíquota anual para a taxa.

A ideia é que, quanto mais baixa ela for, menores serão os juros no mercado, aquecendo o consumo.

Da mesma forma, quanto maior a Selic, maiores os juros no mercado, o que desestimula o consumo.

Na definição da taxa, o Copom considera ainda o fator inflação, já que o maior consumo pode levar a um aumento de preços – é a velha lei da demanda e oferta.

O que é Taxa Selic Over?

Já a Selic Over é a taxa na prática.

O valor é o encontrado pela média das taxas praticadas entre os bancos nas suas operações diárias de crédito.

Como a Taxa Selic influencia nos investimentos?

Do mesmo modo que a Selic influencia o consumo, incentivando ou inibindo o mercado, ela também impacta os investimentos.

A taxa é o indexador de títulos de renda fixa, como o Tesouro Direto Selic e utilizada também no reajuste da caderneta de poupança.

Além disso, a definição da taxa CDI sempre segue muito de perto a Selic, sendo empregada na  correção de títulos como CDB, LCI, LCA e outros.

De modo geral, quando a Selic está baixa, os papéis atrelados a ela ficam menos rentáveis e o mercado tende a partir para investimentos de renda variável.

Já quando a Selic está alta, a renda fixa fica mais atrativa.

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Analogias e metáforas sobre a Taxa Selic: a importância da altura da barra

Como vimos, a Taxa Selic Meta é como a barra usada aí pelo atleta do salto. É a “altura mínima” para as taxas de juros da economia.

Se a capacidade pagar – ou de saltar – for maior, bom para ele. Mas, na prática, muitas vezes não é isso que acontece.

Por isso que uma barra excessivamente alta, tal como a taxa de juros quando está elevada, inviabiliza o “salto” da imensa maioria. Desde o Plano Real, a Taxa Selic Meta, que hoje é de apenas um dígito, já chegou a ser de múltiplos 2 dígitos.

No CDI, por exemplo, que é aquela média das taxas cobradas entre os bancos para empréstimos, já ocorre um acréscimo. Significa que os bancos precisam ‘saltar’ um pouco mais alto do que altura da barra mínima.

Para a Selic Over, valem as leis de mercado. Em geral, em países em desenvolvimento como o Brasil, as taxas para prazos mais longos são negociadas por valores acima dessa “barra mínima” estabelecida pelo Banco Central via Selic Meta.

Para as taxas de juros dos empréstimos para o público em geral, o “salto” precisa ser bem maior do que altura mínima estabelecida pelo BC na Selic. É como se indivíduos, famílias e empresas tivessem uma barra adicional, acima da qual precisassem saltar.

Dito isso, fica óbvio que a Taxa Selic é a altura mínima sobre a qual são estabelecidas todas as demais taxas. Quanto maior a altura dessa barra fixada pelo Governo, maior será o esforço que todos precisam fazer para saltar.

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Hirbis Girolli

Hirbis Girolli

Fundador da Plataforma Finantor

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