CDI

Escrito por : <b>Hirbis Girolli</b>

Escrito por : Hirbis Girolli

A sigla CDI é muito comum no mercado de investimentos, a tal ponto que pessoas a confundem com uma aplicação financeira específica.

Mas, na verdade, estamos falando sobre um benchmark e um indexador. Ou seja, um índice que tanto serve como referência quanto como correção de determinados ativos.

Neste texto, vamos trazer todas as informações sobre o CDI para você dominar o assunto: conceito, como funciona e dúvidas frequentes.

Acompanhe!

E não deixe de ver: no final do texto, sempre que possível, fazemos um esforço para trazer analogias e metáforas que ajudam a resumir e a fixar melhor cada um dos termos do dicionário Finantor.

O que é CDI?

CDI é a sigla para Certificados de Depósitos Interbancários.

Ele representa a média das taxas de juros praticadas entre os bancos, em operações diárias de empréstimos.

Na prática, sua principal função é servir como benchmark e indexador para a comparação e a correção dos rendimentos de diferentes investimentos.

Por exemplo, se um título remunera os investidores com 100% do CDI, isso significa que o comprador receberá como remuneração o valor integral da taxa.

Então, ele poderá comparar os juros pagos com outras aplicações atreladas ao índice.

De forma bem simplificada, um título que rende 110% do CDI seria mais atrativo ao investidor, nesse caso.

Como funciona o CDI

Por questões de segurança do Sistema Financeiro Nacional (SFN), todos os bancos que atuam no Brasil devem ter uma certa quantia em caixa diariamente.

Ou seja, eles precisam fechar o dia com o saldo no positivo, seguindo as regras do órgão.

No entanto, o gigantesco volume de operações diárias realizadas pode resultar em caixa no vermelho.

Se isso acontece, os bancos precisam fazer empréstimos uns aos outros, a fim de se manterem dentro das normas do sistema.

Evidentemente, o crédito fornecido entre uma instituição e outra não sai de graça. Então, os bancos cobram juros entre si nessas operações.

Há diferentes alíquotas praticadas entre as instituições bancárias. E a média de todas as taxas dos depósitos interbancários, registrados em certificados, é chamada de CDI.

Os empréstimos são lastreados com títulos públicos. Isto é, o banco que pega o dinheiro emprestado deve apresentar papéis do Tesouro Direto como garantia de que pagará pelo crédito solicitado.

Dessa forma, o CDI é uma alíquota que sempre acompanha de perto a taxa Selic – que é a base dos juros da economia e um importante indexador dos títulos públicos.

Dúvidas importantes sobre CDI

Quer conhecer mais detalhes sobre esse importante benchmark de investimentos?

A seguir, listamos outras perguntas e respostas sobre o índice.

Diferença entre CDB e CDI?

É comum fazer confusão com a sopa de letrinhas do mercado financeiro. Mas, vamos lá:

  • CDB é a sigla para Certificados de Depósitos Bancários. Eles são títulos privados de dívidas, emitidos por instituições financeiras, e podem ser comprados e vendidos como investimento.
  • CDI, como vimos, é o certificado que oficializa os créditos realizados entre bancos. Mas, na nossa vida prática, ele é o valor pago como juros em aplicações.

Então, você pode investir em CDBs com rendimento de 120% do CDI, por exemplo.

Nesse caso, considere o CDI como uma taxa, um indexador utilizado na correção do CDB, que é um investimento.

Quanto rende o CDI?

No geral, o CDI está sempre um pouco abaixo do valor da taxa Selic.

Por exemplo, no caso de uma Selic a 2% ao ano, a taxa CDI fica em torno de 1,9% no período.

Ou seja, são percentuais muito próximos.

Qual rende mais: CDI ou poupança?

A poupança remunera de acordo com a Selic.

Se a taxa está abaixo de 8% ao ano, a correção da caderneta segue esta regra: 70% da Selic + Taxa Referencial (TR).

Considere ainda que a TR geralmente é zerada.

Na prática, então, o rendimento da poupança será de 70% da Selic. É um percentual sempre abaixo do CDI, que costuma pagar em torno de 95% da taxa.

Na hora de investir, prefira aplicações que pagam o maior percentual possível do CDI. Há títulos privados que remuneram em 130% da taxa ou mais.

Analogias e metáforas sobre o CDI: a diferença entre o preço no atacado e no varejo

Tal como na imagem estilizada da foto, os bancos fazem milhares de transações e, no final do dia, cada um tem uma pequena montanha de dinheiro em caixa.

Mas esses recursos são dos clientes.

Logo, para se manter dentro das normas de liquidez, o banco muitas vezes precisar pegar emprestado com outra instituição para poder equilibrar o seu montante.

Foi isso que acabamos de ver na definição do CDI, certo?

Assim, por essa enorme quantidade de dinheiro emprestado, cobram uma taxa relativamente baixa, equivalente ao CDI, pois estamos falamos de empréstimos no atacado.

No varejo das pessoas físicas e empresas, o banco não vai cobrar esse mesmo valor, pois os volumes emprestados são bem menores individualmente e os riscos são outros.

Portanto, a variação do CDI é o “preço do dinheiro” no atacado, quando os bancos emprestam dinheiro entre si.

Na outra ponta, a taxa de crédito pessoal ou a do consignado, por exemplo, representam o “preço do dinheiro” no varejo.

Na lógica do mercado, os preços de atacado e varejo seguem parâmetros diferentes para qualquer tipo de produto. Com o dinheiro não seria diferente.

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Então, acompanhe o vocabulário de economia, investimentos e finanças pessoais através do Dicionário Finantor.

Hirbis Girolli

Hirbis Girolli

Fundador da Plataforma Finantor

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